quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

As dores indolores do mundo


Estou cansado das “dores” indolores deste mundo
Cansado de me cansar e de nunca des-cansar
Cansado do descaso dos opressores e da apatia dos oprimidos
Dos que “ouvem” sem ouvir, e “escutam” sem escutar,
os gemidos que ecoam da “alma” enferma das pessoas,
dos cauterizados pela falta de esperança,
e desumanizados pela banalização da vida humana

Cansado da mente velha, velha-mente
Que cultiva o não-valor, a vacância de sentido
da relatividade ao relativismo, da coletividade ao coletivismo,
da cultura “global”, que de global nada tem,
cerne de um sistema não apto-adepto da renovação,
mas da “lavagem da mente”, do inconsciente-consciente-inconseqüente

Cansado do conformismo e da inépcia dos que se arrogam cristãos,
De suas “políticas” despolitizadas,
De suas “renovações” não renovadas
De seus dogmas superficiais e deslumbrados
Capazes de “coar um mosquito”
E simultaneamente “engolir um camelo”

Cansado, mas, mesmo assim,
prossigo na vida que se segue,
Seguindo a Cristo, que me dá a esperança do “descanso eterno”,
Em um “novo céu” e uma “nova terra”,
“onde não haverá mais morte, nem lamento,
nem choro, nem dor, pois, nela, a antiga ordem já passou”,
E àqueles que, como eu, fazem parte da trupe dos inconformados e sobrecarregados com a atual ordem das coisas,
Jesus continua a dizer: “vinde a MIM...e EU vos aliviarei”.

Jonathan




2 comentários:

netpanzer disse...

Olá Jonatan. Li algumas de suas postagens e gostei. Vim com um misto de saudade e curiosidade (hehe). Parabenizo-o pelas idéias. Me agradou esta poesia - ou seja lá o que for. Me ative quando colocou aspas em "novo céu" e "nova terra". Mas particularmente, se me permite, colocaria, provocativamente, as aspas apenas em "nova terra" (hehe). Fica na paz incômoda e na esperança que o Senhor incesantemente nos proporciona. Inté

Walter H. Diesel

Jonathan Menezes disse...

Caro Walter, obrigado por comentar e ler meu blog. De fato, essa foi uma poesia de desabafo. O luzeiro só pode brilhar nas trevas. Vivamos sempre nessa paz incômoda da qual você fala, pois "paz sem voz não é paz é medo" (O Rappa).
Abraços querido!