
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Teologia no limear entre Seminário e Igreja (I)

sábado, 1 de agosto de 2009
Aprendendo de modelos
Há um ditado que afirma que ninguém nasce feito, nem para a vida, nem para a carreira (vocação), ou qualquer outra instância. Também quanto à fé, ninguém nasce feito. A partir do momento em que a recebemos, quando mudamos de rumo, somos caminhantes, aprendizes, sempre inacabados, sempre trilhando sendas diferentes, dispostos às transformações que se encontram na porta adiante.Ela (a Igreja) - Por Rob Bell
Uma das metáforas centrais para Deus e seu povo através da Bíblia a do noivo e sua noiva. Deus é o noivo; seu povo é a noiva. Eu gosto disso porque faz da Igreja “ela”. Nós precisamos reivindicar essa imagem.-
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Dádiva e gratidão
A cada dia percebo o quanto a vida é menos o que ganhamos, e mais o que recebemos... E o recebemos (de uma perspectiva teológica) nem sempre (ou quase nunca) porque merecemos, trabalhamos, somos honrados, os melhores, e por tudo isso possuímos todo o mérito necessário que nos faz olhar para a situação e pensar: “Puxa, eu realmente mereço estar na posição em que estou, ser quem sou, ter o que eu tenho”. Não...O caminho de Jesus Cristo me faz enxergar que a vida é dádiva, não possessão, de modo que, se é dádiva, é também entrega, afinal de contas, tudo aquilo que supostamente é meu, conquistado com meu suor e trabalho, na verdade não é...
É, sim, fruto da graça de Deus, por intermédio da fé, a qual, como disse José Miguez Bonino, “não é um novo recurso ‘da carne’, um novo esforço, talvez o mais extraordinário, de nossa existência ensimesmada: é um ato de Deus”. (Ama e faze o que quiseres, p. 72).
Não estou dizendo que tudo cai do céu como num passe de mágica. É claro que todos comemos, bebemos, nos vestimos e nos sustentamos como fruto de nosso trabalho. É óbvio que colhemos o que plantamos – embora nem sempre, já que muitas vezes tenho que colher o que os outros plantam, seja para o bem ou para o mal. O grande erro está na atitude que tenho para com isso, quando passo a tratar a vida como possessão, e não como uma dádiva pela qual devo ser grato, sempre...
E essa gratidão não significa “olhar para o céu”, e simplesmente dizer: “Obrigado Deus”. Implica que, se recebi de graça, de graça também entregarei como princípio do Evangelho. Pela misericórdia fui alcançado para ser misericordioso também com quem necessita. “Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5.7).
Gostei de um vídeo de Rob Bell, o 23º da série Nooma, chamado “Corner”. Especialmente quando ele, paradoxalmente, diz que “Deus não é justo” e que devemos “espalhar sua injustiça por aí”, solapando o mérito e a suposta “justiça”. Pensando bem, Deus realmente não é justo, pelo menos não da maneira como nós imaginamos que deveria ser, de acordo com nossa idéia de justiça... Foi contra essa idéia que Jesus se opôs aos fariseus. É também contra essa justiça falaciosa que esse vídeo foi feito, a meu ver.
Sendo assim, Deus não seria justo, mas também não seria injusto; Ele é o que é, ou seja, é sempre mais do que podemos pensar ou cogitar teologicamente, embora nunca consigamos fugir de proferir a sentença conceitual: “Deus é...”.
Jonathan
Assistam ao vídeo de Rob Bell no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=g2nrp2L219A
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Sofrimento criativo - Por Paul Tournier
Existem pessoas que constantemente se preocupam se terão coragem de enfrentar isto ou aquilo quando envelhecerem: uma doença devastadora, incertezas ou a morte do cônjuge. Procuro sempre reafirmar a elas que enquanto a provação não está lá, a coragem também não estará. E elas serão, provavelmente, aquelas pessoas a enfrentar as provações que vierem com mais coragem.Diversas vezes fiquei maravilhado com os recursos de coragem que as pessoas ansiosas e preocupadas revelam quando têm que enfrentar a provação real e não o fantasma da provação que povoa seu imaginário. Há mais a ser dito. Existe uma alegria extraordinária que irradia de muitos que sofrem sérias enfermidades, o que contrasta de forma surpreendente com a morosidade de tantas pessoas saudáveis que encontramos no ônibus. Qual é a explicação? Penso que isso ocorre devido ao fato de que suas vidas demandam coragem permanente, um constante expandir da coragem, e como a coragem pertence à economia espiritual, quanto mais a gastamos, mais a temos.
É como uma corrente que os atravessa e produz alegria, a alegria da vitória sobre seu destino. Esta alegria da vitória é algo que encontramos em todos aqueles que completam grandes tarefas, como quem escala até o topo de uma montanha, como os campeões de esportes, mesmo que entrem em colapso, com lágrimas de exaustão no pódio. Além disso, para uma pessoa seriamente comprometida e privada de algo, não é a vitória de um dia e sim a vitória de todo dia. De onde vem o prazer em viver? O prazer se origina mais dos desafios do que das conquistas em si.
A primeira vez que falei sobre o tema da privação foi em um encontro da Associação das Mães Solteiras. A audiência consistia de mulheres que eram viúvas, divorciadas, solteiras ou abandonadas por seus maridos, todas responsáveis pela criação de seus filhos sem a presença dos pais. O que eu queria dizer a elas sobre órfãos poderia ser um encorajamento para a vida de cada uma. Mas não precisavam de encorajamento. Fiquei espantado com a alegria que reinava entre elas. Refleti que elas também precisavam ampliar a coragem em cada dia de suas vidas, dias difíceis, e o segredo da sua alegria impressionante era a corrente de energia espiritual que as atravessava. Mas também havia o fenômeno da comunicação desta coragem, passada de uma para outra, cada percepção da coragem na vida da outra e a contribuição da própria coragem para a vida das demais. Era como uma multiplicação de reflexos em uma sala de espelhos.
A pessoa mais encorajada fui eu. Saí daquele encontro cheio de alegria. Quando a organizadora do evento entregou flores para meu jardim eu senti que ela merecia mais do que eu. Era claro que nada nos inunda de coragem mais do que um homem, mulher ou criança que demonstra coragem exemplar na adversidade. É bem mais efetivo que uma exortação. Parece-me que o mais importante a enfatizar é esta contagiante qualidade de coragem. Vejo tantas pessoas boas que genuinamente tentam resistir a todos os tipos de tentação através da fé em seus ideais, mas que se sentem frágeis perante o contagiante medo do mal, da violência, da injustiça e das mentiras que atacam o mundo. O que podem fazer a respeito disto? Sua obediência diária é valiosa, mas não parece mais do que uma gota perdida em um oceano em meio à tempestade. A bondade contagiante não é tão óbvia. No entanto, uma coisa que não pode ser negligenciada é o efeito contagiante de uma obediência excepcionalmente corajosa.
Na realidade, não penso que devemos exortar pessoas para que sejam corajosas. Para ser frutífera, a coragem deve vir espontaneamente, em resposta a um chamado interior. Consigo enumerar diversas mulheres que tiveram a coragem de desistir da idéia do divórcio em circunstâncias em que o divórcio seria até justificável. Eu não teria o papel de encorajá-las porque eram elas e não eu, que enfrentavam o sofrimento imposto por sua decisão. Jesus nos coloca em alerta sobre colocar sobre os outros, fardos que nós mesmos não carregaríamos (Lucas 11:46). Sempre observei que, quando é Deus quem nos chama para tomar este tipo de decisão, Ele também nos fortalece para suportar as conseqüências.
Paul Tournier
Texto e imagem extraídos da Revista Cristanismo Hoje (http://cristianismohoje.com.br/ch/sofrimento-criativo/)
sábado, 11 de julho de 2009
A vida: incomensurável dádiva (II)
Certa vez, Jesus convocou (chamou a atenção) a multidão que estava ao seu redor, bem como aos seus discípulos, e perguntou: “Que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria o homem em troca de sua alma” (Mc 8.36-37).A vida: incomensurável dádiva (I)
Algum dia, você já amanheceu com uma sensação tremendamente incômoda, quase insuportável, de que você está perdendo a vida? A vida, digo, não essa que pulsa em você – ah, tudo bem, essa também – mas, me refiro à vida que pulsa, retine e explode, todos os dias, bem além de você.segunda-feira, 6 de julho de 2009
Deletando aquilo que nos aprisiona...
"Mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante" (Filipenses 3.13)segunda-feira, 29 de junho de 2009
Nutrir a coragem de ser quem se é
"Tão somente vivamos de acordo com o que já alcançamos" (Filipenses 3.16).quinta-feira, 25 de junho de 2009
Convertendo nossas ilusões através da oração
Vemos vez após vez nos Evangelhos como Jesus se retirava sozinho para orar, às vezes bem antes do amanhecer. Ao orar, Jesus se dava conta, cada vez mais, de que o Pai dos Céus era quem O enviara. Era Deus que lhe dava as palavras para dizer. Ele não requereu quaisquer “prêmios” de ministério; antes, simplesmente ouviu.(Texto extraído do livro Transforma Meu Pranto em Dança).
terça-feira, 23 de junho de 2009
E se tudo terminasse com o "fim" (II)
Agora pense um pouco mais...E se tudo terminasse com o "fim" (I)

quarta-feira, 17 de junho de 2009
Amor mais forte que a morte
Há uma semana atrás partiu o pai de meu irmão Raoni, Joaquim Borges Pinto, a quem também considero um pai "por tabela". O texto abaixo é a transcrição das singelas palavras que tive o privilégio de deixar à família e amigos por ocasião da cerimônia fúnebre. Na mesma cerimônia, um amigo também leu um texto escrito pelo próprio Joaquim há alguns anos atrás. Ele demonstra não só sua criatividade, mas também seu exemplo de companheirismo e como semeador de esperança. O texto se encontra no post logo abaixo deste.“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: ‘Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro’. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8.35-39).
Jonathan
Eu queria...
Eu queria...E então, nos oníricos caminhos dos sonhos buscássemos o João e o Silvio. E assim, juntos, cavalgaríamos Pegasus e avistaríamos a Regiane à sombra da árvore do fruto sagrado e mais adiante o velho Irineu sentado no Caminho de Compostela e que, por sua fé, flanaríamos até o Joseph e o Josué que, juntos, filosofariam sobre o sentido da existência.
Aí todos nós trilharíamos sobre as plácidas águas do mar azul. E lá, no fim do azul do mar, dormitariam o Celso e o Negão em seus devaneios sobre a pureza das crianças...
Ahh! As sendas das purezas... depararíamos com o Wander, o Jair, o Marcão e o Ademir envoltos no véu sacro da sabedoria.
Mas eu queria chegar no topo da montanha impossível. Era preciso juntar todos os estóicos e os bravos. Eis que, num átimo de tempo surgem dourados por brilhos estelares, o Tom, o Sérgio, o Benê e a Rosilene.
Seria, pois, a hora da ascensão ao cume; e um tosco pássaro branco viria dos confins dos sertões e nos levaria em suas asas, como num raio de luz, às bordas da montanha impossível e, de lá, trombetearíamos aos quatro ventos:
Um outro mundo é possível!
(Escrito em 26 de março de 2003)