quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma rápida sobre “Oração”

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Orar é mais do que um gesto, que um rito, que um jeito de “convencer” a Deus sobre nossos “puros” desejos e sinceras intenções; antes, trata-se de uma via sempre aberta de relacionamento em que, para meu benefício e das pessoas em favor de quem oro, expresso diante do Pai, por palavras, sem palavras, através de ações ou do silêncio quieto de um quarto, o que sinto, penso e acredito, bem como minhas (nossas) dores, alegrias, queixas e gratidão.

Nesse sentido, a oração não é algo que nos retira do contato com as coisas comuns (ou mesmo as incomuns e trágicas) da vida cotidiana, nem nos eleva para um plano além do mundo e da condição humana, mas, ao contrário, é o que nos ajuda a estar mais atentos a esta vida, que a cada momento pulsa e gira ao nosso redor, e à presença constante e, na maioria das vezes suave e silenciosa, de Deus... No choro de uma mãe, na alegria e sorriso de um casal, na convulsão tortuosa do trânsito das grandes cidades, na brisa leve e fresca das manhãs no campo, no pranto e no riso, no luto e na alegria, e assim por diante.

Jonathan

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