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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Eclesiasticando

illuminated

A cada dia que passa tenho mais certeza de que manter a integridade - a coerência entre o que acreditamos, somos e vivemos - está acima de qualquer vantagem que essa vida debaixo do sol possa dar. Realmente não vale a pena ganhar o mundo todo perdendo a própria alma. Melhor é se contentar com um pequeno bocado e dormir em paz do que se fartar (de poder, prestígio, bens, etc.) - passando como trator sobre a honra e a dignidade alheias - e viver num pesadelo.

Portanto, não desperdice sua vida tentando controlar, prever ou prevalecer se tiver que desistir do principal, que é simplesmente viver: intensamente, generosamente e em paz, com gratidão a Deus e a vida, dando valor primário às pessoas as quais e com as quais se ama e se aprende a viver e amadurecer. "Carpe diem", amigos, mas com a consciência de que quase tudo nessa vida "é vaidade e correr atrás do vento"...

Jonathan - em livre parceria com O Pregador

(Imagem: Iluminated, de Vincent Van Gogh)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma rápida sobre “Oração”

new-old-life 2

Orar é mais do que um gesto, que um rito, que um jeito de “convencer” a Deus sobre nossos “puros” desejos e sinceras intenções; antes, trata-se de uma via sempre aberta de relacionamento em que, para meu benefício e das pessoas em favor de quem oro, expresso diante do Pai, por palavras, sem palavras, através de ações ou do silêncio quieto de um quarto, o que sinto, penso e acredito, bem como minhas (nossas) dores, alegrias, queixas e gratidão.

Nesse sentido, a oração não é algo que nos retira do contato com as coisas comuns (ou mesmo as incomuns e trágicas) da vida cotidiana, nem nos eleva para um plano além do mundo e da condição humana, mas, ao contrário, é o que nos ajuda a estar mais atentos a esta vida, que a cada momento pulsa e gira ao nosso redor, e à presença constante e, na maioria das vezes suave e silenciosa, de Deus... No choro de uma mãe, na alegria e sorriso de um casal, na convulsão tortuosa do trânsito das grandes cidades, na brisa leve e fresca das manhãs no campo, no pranto e no riso, no luto e na alegria, e assim por diante.

Jonathan