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O esforço de Urteaga é o de mostrar que santidade e humanidade não são inimigos mortais. Pelo contrário, o santo deste mundo não é o de faceta angelical, que se esquiva, que não se contamina, mas é aquele que assume todas as implicações de sua humanidade, tanto as boas como as ruins, e vive pela graça e somente por ela é salvo, e ela o encoraja e o fortalece para a vida, principalmente em meio às fraquezas. “O santo deste mundo é a plena realização de nossa verdadeira natureza, o perfeito cumprimento da eterna idéia que Deus tem do homem: é o cooperador de Deus na obra do mundo” (p. 36).
Minha recomendação final é o conselho de Urteaga aos seus leitores, a título de uma chapuletada: “Se, de fato, queres ser como os outros e limitar-te ao pouco que fazes, fecha este livro, e fecha sobretudo o livro que contém a doutrina para a grande rebelião dos cristãos: o Evangelho” (p. 50).
Jonathan
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